Przez niego

Um dia, quando estava na Polónia, antes de ir dormir, pensei: “Hm.. Vou não pensar em nada e ver se Ripse me diz algo..” Parei de pensar e veio-me à mente a palavra “Júbilo”. Interessante, pensei. Fi-lo de novo… Veio-me à mente algo estranho, um som, uma palavra, que não conhecia. Przez niego. Não sabia como o escrever, mas tive uma ideia. Vou falar para o google tradutor e ver se significa alguma coisa. Na verdade, quando tentei dizer o que tinha ‘ouvido’ nem conseguia dizer a pronuncia corretamente. Achei engraçado… Pensar numa palavra que não se consegue pronunciar… Não é todos os dias que isto acontece =D Ao fim de algumas tentativas, lá consegui dizer o que tinha pensado e ouvir a senhora do tradutor a dizer igual. Vi que o significado desse som era “através dele”. Primeiro, achei confuso, mas logo entendi! Júbilo através dele! Era o que me estava a dizer! Eu tenho alegria através dele. Ele é a minha alegria mais profunda. Estando nele estou sempre em júbilo.

Por vezes esqueço-me que Ripse é uma pessoa e pode ser engraçado também. Costumo imaginá-lo de certa forma, que muitas vezes não é a verdade. Porquê que Deus me iria falar em Polaco?? Uma língua tão diferente da minha… xD Acho que é por ser engraçado mesmo. Somos amigos e fazemos coisas diferentes… Desta vez, falou comigo de uma forma nova 🙂

Aproach

Hey! Today I want to share something that just happened

I was hanging out with Ripse, just talking about Life, you know?, and my cat came to me meowing like asking to be petted. I realized that she has been alone since her mother died and needed some love, and I wanted to give it to her. I was wrapped in my blanket and I put my hand out to caress her. She was moving around me and meowing but not close enough for me to touch her. It was stange how she was constantly asking to be petted but wouldn’t let me do it…

Then Ripse told me that is how we approach him so many times. We want affection and we need it but we don’t allow him to touch us. We walk around looking for love and sometimes asking him directly but we don’t get close enough for him to hug us. Sometimes he wants to be with us so much because we need it, but we want it and we don’t at the same time. We love it but we are not willing to come closer.

I was wondering. And I asked, why she wouldn’t come closer. Was she seeing my hand and hearing me calling for her? So that I could do what she was asking for? To pet her, to love her, to make her feel confortable and secure… He said it was because she was afraid of me and also she was not used to it.

I realized that happens with us too. He fear God in the wrong way. We don’t know how He is. We don’t know His kindness and love for us. We don’t know that He thinks more about us than about himself, that He wants our good more than his own… Then we are afraid of coming closer to him. We don’t believe He is good… When we begin to know Him and realize His goodnes we fall in love, and run to be with someone that is in love with us too.

It’s also because we are not used to getting close to something infinitely kind, peaceful and loving, and which, however, we can not see. People around us are never 100% free to love, uncondicionaly. People always have some conditon, to be together and loving, therefore we tend to thing that with God is the same way. As we begin to be with him and we realize that He loves us without reservations, we are getting free to receive His love and Life.

This cat is not used to be petted by me, she doesn’t know how much I love her and I’m willing to care for her. Likewise, when we don’t know God we have fears and reservations that keeps us from being in Him, free and full of Life, full of His Life.

Nutrição…

Por vezes sentimo-nos vazios, sem vida, meios tristes, sem saber porquê… Por vezes temos coisas para resolver, outras vezes nem há assim nada de especial, mas mesmo assim não temos vontade de sair da cama e viver outro dia.

Um dia perguntei a Ripse o que se passava, porquê que isso acontecia, e ele lembrou-me daquele versículo “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.”.

Toda a gente sabe que comer é uma necessidade vital. Todos os dias temos de alimentar o nosso “homem exterior” com comida física. Mas quando nos apercebemos que também temos um espírito, passamos a alimentar o nosso “homem interior” com comida espiritual.

Quando Jesus disse “O homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” ele estava a dizer claramente que precisamos de nos alimentar da palavra de Deus (comida espiritual), tanto como de pão (comida física). Jesus também disse “Eu sou o pão da vida.”. Se não “comermos” dele, a nossa vida interior fica doente.

Quando nos alimentamos Dele, a nossa vida interior floresce. Mas quando passamos bastante tempo sem alimentar o nosso “homem interior”, o nosso espírito passa fome, depois adoece, até que morre. E aí, não temos vontade de viver, porque o nosso interior já não tem vida. 

“Toda a palavra que sai da boca de Deus” é o que Ele nos diz. Ele fala de muitas maneiras diferentes, mas qualquer uma delas serve para nos encher de Vida!

Mateus 5.5 “Ele [Jesus] respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.”
João 6.48 “Eu sou o pão da vida.”

A Lua

Deus é como a lua.

A lua está connosco sempre. Estejamos nós em qualquer parte da terra, vamos ser sempre capazes de olhar para cima e ter a lua ali.

Mesmo quando é lua nova sabemos que ela está lá. Embora não a vejamos e pareça que tudo à nossa volta está mais escuro, sabemos que está lá. E daqui a pouco tempo já a veremos mais e mais até estar cheia de novo e tudo à nossa volta parecer mais claro…

PS. O facto dela estar lá não depende de nós, apenas podemos decidir olhar para ela ou não. 😉

Filha do Mundo

   Sabemos que nascemos neste mundo, com tudo o que ele trás, o bom e o mau. Eu nasci em Portugal, país predominantemente católico mas os meus pais eram evangélicos. Demorou alguns anos para perceber que Deus é muito mais que uma religião. Mas quando percebemos foi fantástico. Há poucos anos comecei a ver coisas que nunca tinha visto na vida. Pessoas a serem curadas de doenças graves em minutos, pessoas a chorar aparentemente sem razão, e descobri que o Deus que sempre achei conhecer, não conhecia. Que ele é muito mais real e menos místico que o que fazíamos dele. Percebi que ele quer falar connosco no nosso dia-a-dia e dar-nos Vida.

   Foi para isso que ele veio em Jesus. Percebi que eu nasci no mundo e por isso fiz coisas que não devia fazer. Mesmo sempre tentando fazer o meu melhor um dia percebi que não conseguia ser boa. Sempre haveria uma parte de mim a puxar para pensar em mim mais que nos outros e, embora pudesse ser considerada ‘boa’ comparando com as pessoas à minha volta, nunca seria ‘boa’ comparando com o Deus que me criou para se relacionar comigo. Percebi que se não fosse por Jesus ter vindo pagar pelo que eu devia pagar eu nunca teria Vida de verdade, neste mundo.

   Entretanto acabei o secundário. Já tinha coragem suficiente para querer que Deus me dissesse o que fazer. Ele não me disse diretamente, mas planeou tudo por mim. Tirei a carta, fui à Irlanda do Norte e aprendi a ouvi-lo muito mais fácil e simplesmente que nunca e aprendi a curar pessoas com uma simplicidade estrondosa. Estive em França, no Luxemburgo, nos Açores e nos Estados Unidos este ano. Tudo coisas impossíveis para mim, mas não para Deus. Por isso digo ser filha do mundo. Nasci neste mundo. Já não pertenço a ele. Agora sou filha de algo que ainda estou a descobrir o que é. 

   Mas já sei que é o amor perfeito… A felicidade intrínseca… A paz que excede todo o entendimento… Algo que ainda por cima fala connosco… É isso que procuro conhecer, o falar dele. Para ouvi-lo tão simplesmente como se ouve um marido.